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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Memorial Erico Verissimo aberto para visitação


O CCCEV inaugurou ontem, às 12h, o Memorial Erico Verissimo em cerimônia que contou com a presença do Secretário Estadual de Cultura, Luis Antônio de Assis Brasil, do filho do escritor, Luis Fernando Verissimo, do presidente do Grupo CEEE, Sérgio Souza Dias, da diretora do CCCEV, Regina Ungaretti  e do Presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter.  Uma coletânea com mais de três mil itens, divididos entre eles 34 volumes originais, manuscritos, correspondências, desenhos, fotos, mapas, vídeos, filmes e fortuna crítica, compõe o rico acervo que ocupará dois dos seis andares do prédio. Logo após a cerimônia, o Memorial recebeu a visita de um grupo de alunos do Programa Aluno Cidadão.
O horário de visitação é das 10h às 19h e aos sábados das 11h às 18h.





































 
 
Fotos: Fernando C. Vieira e Guga Marques / Comunicação CEEE

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Memorial Erico Verissimo estará aberto para visitação a partir de terça-feira, 24


O belo prédio amarelo de seis andares do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, no coração do Centro Histórico de Porto Alegre, será referência fundamental para conhecer o  valioso acervo do autor de O Tempo e o Vento

Uma vasta coletânea com mais de três mil itens, divididos entre mais de 34 volumes originais, manuscritos, correspondências, desenhos, fotos, mapas, vídeos, filmes e fortuna crítica, compõe o rico acervo que vai ocupar dois dos seis andares do prédio construído entre 1926 e 1928, com influência da arquitetura francesa do século XX.   

Referência fundamental para quem quer conhecer a obra e o processo de criação do autor de O Tempo e o Vento e do também aclamado Olhai os Lírios do Campo, o Memorial Erico Verissimo reúne os acervos de dois amigos do escritor: o jornalista e bibliógrafo, Mário de Almeida Lima, e o doutor em Letras, Flávio Loureiro Chaves, este último tinha convivência muito próxima e foi quem organizou o segundo volume de memórias de Erico, Solo de Clarineta, inacabado por ocasião de sua morte súbita, em 28 de novembro de 1975 

Originais, Linha do Tempo, mapas em 3D e espaço para público infantil

No terceiro andar do Centro Cultural, os visitantes terão a oportunidade de conhecer originais de obras como Fantoches, uma coletânea de histórias que marcou a sua estreia em 1932, a novela Noite, o segundo livro da trilogia O Tempo e O Vento, O Retrato, publicado em 1951, o segundo volume da autobiografia Solo de Clarineta, e o espaço Nanquinote, dedicado às crianças. Também será revelador conhecer detalhes do seu processo de trabalho, como as rasuras de seus textos feitas à mão, em diferentes cores a cada revisão. “Temos manuscritos todos com apontamentos, com avanços e recuos que nos permitem perceber que um livro não nasce pronto, é fruto de um trabalho minucioso que pode demorar muito, como O Tempo e O Vento, que levou 15 anos para ser concluído”, exemplifica a doutora em Letras e professora da UFRGS, Márcia Ivana de Lima e Silva, coordenadora do projeto.

Outra notável curiosidade que pode ser conferida sobre a maneira de delinear suas histórias, é o costume que o escritor tinha de desenhar personagens e lugares, a exemplo do mapa da cidade fictícia, onde se passa Incidente em Antares, e o mapa de El Sacramento, cenário de O Senhor Embaixador. A geografia dos lugares estará exposta em 3D, no centro deste andar, e lá será possível identificar, no caso de Incidente em Antares, o coreto, as mansões das famílias Vacariano e Campolargo e a loja do sapateiro comunista. “O pai tinha mesmo esse costume de desenhar. Ao criar um romance, ele esboçava no papel as personagens para torná-las mais reais, palpáveis”, relembra o filho, também escritor, Luis Fernando Verissimo.

Ainda no terceiro pavimento será exibida uma linha do tempo, construída a partir de recursos iconográficos, que traça um paralelo entre acontecimentos históricos e a vida do escritor. A interatividade será estimulada por uma ilha de computadores e pelo acesso a vídeos, entrevistas, filmes e depoimentos. De acordo com o curador do projeto, o bibliófilo Waldemar Torres. “É um espaço para um público bastante amplo, para todas as idades. O objetivo é ousado, mas a ideia é bem essa: cada público vai absorver aquilo que é capaz”, diz.

Biblioteca O Continente , lugar para pesquisas e mergulho na obra do escritor

No sexto andar,  o tradicional espaço de consulta do CCCEV, a Biblioteca O Continente, ganhará novas instalações e mobiliário, dedicados a exibir parte da coleção. Será um espaço destinado a estudos e pesquisa tanto para acadêmicos como para o público em geral. “O Memorial tem características únicas pela tecnologia e democratização de materiais com a importância dos que disponibilizaremos de maneira presencial e virtual. Tudo estará digitalizado e disponível também pela internet”, explica Regina Leitão Ungaretti, diretora do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

O Memorial, que apresenta um dos maiores ficcionistas brasileiros e um dos autores mais traduzidos no mundo, foi possível graças à iniciativa e ao envolvimento do CCCEV e aos patrocínios do Grupo CEEE, Gerdau e Pro-Cultura RS. A produção cultural é assinada pela Backstage.


FICHA TÉCNICA DO MEMORIAL ERICO VERISSIMO
Realização:  Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.
Patrocínio: Grupo CEEE, Gerdau e Pro-Cultura RS
Coordenação: Márcia Ivana de Lima e Silva (Instituto de Letras/UFRGS)
Curadoria: Waldemar Torres (Bibliófilo)
Produção cultural: Backstage



SOBRE ERICO VERISSIMO (Cruz Alta, 17/12/1905 – Porto Alegre, 28/11/1975)
§  Erico Verissimo nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905. Após tentar a vida no interior gaúcho como farmacêutico, a exemplo do pai, e professor de inglês, se muda para Porto Alegre em 1930, onde é contratado para ser editor da Revista do Globo, o que muda a sua vida. 
§  Na editora Globo, dedica-se à tradução de clássicos da literatura estrangeira até que, em 1932, reúne contos no volume Fantoches, sua estreia como ficcionista.
§  Ao todo, publicou mais de 30 títulos, entre romances, ensaios literários, crônicas de viagens e autobiografias. A obra-prima do cruz-altense levou 15 anos para ser concluída. O Tempo e o Vento retrata, em três volumes – O Continente, O Retrato e O Arquipélago – a saga das famílias Terra e Cambará entre os anos de 1745 e 1945. Tornou-se o grande romance épico sobre a formação do Rio Grande do Sul.
§  Erico morre em 28 de novembro de 1975, vítima de um infarto, deixando inacabado o segundo volume de sua biografia Solo de Clarineta, publicado postumamente com a organização de Flávio Loureiro Chaves.
§  Várias de suas obras são adaptadas para a televisão e o cinema, e seus livros foram traduzidos para inglês, francês, alemão, espanhol, finlandês, holandês, húngaro, indonésio, italiano, japonês, norueguês, polonês, romeno, russo, sueco e tcheco, o que fez de Erico Verissimo um dos escritores brasileiros mais lidos no mundo.
§  Diversas passagens de sua obra atestam a influência que a música exercia em sua vida, levando-o mesmo a afirmar que, não fosse escritor, gostaria de ter sido músico. Às vezes esta presença está marcada de forma explícita, como é o caso do romance Música ao Longe, do livro infantil O urso com Música na Barriga ou  do conto Sonata..  


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

História Escrita em Muitas Linhas


A exposição História Escrita em Muitas Linhas foi desenvolvida pela equipe do CCCEV para lembrar os 10 anos da instituição, completados no dia 17 de dezembro de 2012, e para homenagear seu patrono, o escritor Erico Verissimo. Na Sala O Arquipélago, seis painéis, com um retrato do escritor e a temática da obra “O Tempo e o Vento”, desenvolvidos por Paulo Porcella, para colocação junto aos tapumes da obra de reciclagem do prédio Força e Luz, lembram o início de uma jornada de exibições artísticas. Mais acima, no segundo nível da sala, o público pode conferir ampliações de páginas de jornais e revistas sobre Erico Verissimo, que percorrem um período de 40 anos de publicações em que o assunto é a vida e obra do escritor. No mesmo espaço, um documentário sobre Erico, realizado pela Stricher filmes é projetado, permitindo ao público um mergulho em sua biografia. Na Sala Memorial Erico Verissimo estão 27 ampliações de fotografias de Erico feitas por Leonid Streliaev e pertencentes ao acervo do CCCEV, acompanhadas por trechos que falam sobre vida, criação, morte, família, amor, extraídos de diversas obras do escritor.

Na vitrine do prédio estão expostos os figurinos utilizados por Thiago Lacerda (Capitão Rodrigo), Marjorie Estiano (Bibiana – jovem) e Leonardo Medeiros (Bento Amaral), atores que participam do elenco do filme, O Tempo e o Vento, que ainda está em fase de produção e é dirigido por Jayme Mondjardim. O filme tem como base a obra “O Tempo e o Vento: O Continente”, de Erico Verissimo.  O filme , com roteiro de Letícia Wierzchowski e Tabajara Ruas, retomará umas das principais obras da literatura brasileira, que traça um vivo retrato do início da história do Rio Grande do Sul, entre os séculos XVIII e XIX.
 
 





 
Fotos: Guga Marques

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A casa de Erico Verissimo em Porto Alegre


A noite de 17 de dezembro de 2012, comemoração de 10 anos de Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, ficou marcada, também, pelo lançamento do Memorial Erico Verissimo.

Queremos compartilhar, com todos, esse presente que o Estado do Rio Grande do Sul recebe nesta data: